10/03/2012

CLIENTE DO SÉCULO 21



O hairstylist espanhol espanhol Felipe Pla traça um perfil sobre o mercado de beleza na Europa e afirma que os clientes estão mudando o jeito de trabalhar dos cabeleireiros.

Texto: Liana Pires

Cabeleireiros.com: A postura do cabeleireiro com relação aos clientes mudou na última década?

Felipe Pla: Hoje, não existe mais o cabeleireiro cheio de caprichos, que diz sem medo aos clientes que fará o “seu” corte, e nem se preocupa com o que eles desejam. Nasceu um novo cliente, que sabe muito bem o que quer. Ela não se interessa pela imposição, faz sua própria tendência, trabalhando a imagem de acordo com a personalidade e a vida que leva.

C.C.: Como você vê o mercado de beleza brasileiro?

F.P.: O mercado brasileiro tem as mesmas características do europeu há 20 anos. Faz 25 anos que viajo pelo País, e vejo uma evolução no setor de beleza. Por causa da globalização, os clientes brasileiros estão absorvendo o jeito europeu, e isso os faz visitar o salão com menos freqüência, em média a cada três meses. Isso não tem a ver com o poder aquisitivo, mas com o estilo de vida moderno.

C.C.: Como são, geralmente, os cabelos das mulheres que vivem na Europa?

F.P.: As européias se acostumaram a ter cabelos naturais, bem-tratados e com movimento. Por isso, produtos brasileiros com elementos extraídos da Amazônia fazem sucesso. O Brasil vende natureza à Europa, e o mercado de cosméticos capilares está ficando menos artificial. As clientes estão cansadas de químicas e penteados. Elas querem ter um cabelo saudável que possa ser adaptado a diferentes situações do dia-a-dia. O dinheiro não é problema. Mas o tempo é um luxo.

C.C.: Por que os clientes estão indo menos aos salões de beleza?

F.P.: O corre-corre diário faz os clientes não irem com tanta freqüência aos salões de beleza, mas eles estão consumindo mais. Outra mudança é que, atualmente, a filosofia do cabeleireiro deve envolver o formato do rosto do cliente.

C.C.: Como você define o estilo dos cortes que realiza?

F.P.: Meus cortes têm um movimento que acompanha o corpo do cliente. Procuro integrar os fios com o restante da silhueta. Se os cabelos estão na altura dos olhos das pessoas, precisam fazer jus a isso. A partir do interesse pelos cabelos, as pessoas olham o restante. Cortes quadrados vão contra essa filosofia. Acredito que a mulher deve se pentear de acordo com o gosto pessoal, mas sem abrir mão do brilho.

C.C.: Como estão estruturados os salões na Europa?

F.P.: Como a maioria dos cabeleireiros não pode arcar com os custos de um grande salão, a tendência é que façam e cultivem parcerias com outros estabelecimentos, como clínicas de ioga e spas. Esses serviços podem ser oferecidos para os clientes, e essa é uma ótima forma de fidelizá-los.

“O Brasil vende natureza à Europa, e o mercado de cosméticos capilares está ficando menos artificial”

Fonte:Revista Cabelereiros

COMENTÁRIOS:

O Cabelereiro Felipe Pla diz:

- "O mercado brasileiro tem as mesmas características do europeu há 20 anos. Faz 25 anos que viajo pelo País, e vejo uma evolução no setor de beleza. Por causa da globalização, os clientes brasileiros estão absorvendo o jeito europeu, e isso os faz visitar o salão com menos frequência, em média a cada três meses. Isso não tem a ver com o poder aquisitivo, mas com o estilo de vida moderno".

Minha opinião pessoal :

Para os brasileiros, o poder aquisitivo é também um grande fator, sim !

 "...os clientes brasileiros estão absorvendo o jeito europeu"

É mais fácil os europeus absorverem o nosso jeito, isso sim !

Fora do Brasil a maioria dos países em Salão de Beleza nem cutículas tiram e quando tiram...mal à beça !

Realmente os brasileiros tem um gosto para tudo que se diz em relação a beleza !  Por isso o nosso avanço em Produtos de Cosmetodologia Capilar arrasa e deixa os Europeus babando !!!
E nos safamos dentro dos Salões de Beleza e fora deles já faz é tempo !
Deixando bem claro que não estou defendendo o Brasil, apenas tendo os pés no chão porque o hairstylist ( chique, não? ) viajou nessa resposta !
Sonia